quarta-feira, 7 de março de 2007

Os rastros de Deus

OS RASTROS DE DEUS 


 NAS NUVENS VEJO OS RASTROS

 OS PASSOS DE DEUS NO CÉU.

 NAS NUVENS DEUS PASSEIA 

E ME OLHA

INFINITO DEUS

domingo, 4 de março de 2007

Calmamente

Calmamente 

CALMAMENTE

 VOU CONSTRUINDO O MUNDO

 PARTINDO DE UMA SEMENTE 

CALMAMENTE 

DO TEU MUDO MUNDO

 RESTA EU SOMENTE 

CALMAMENTE 

A MENTE MANDA 

O CORAÇÃO CONSENTE 

 CALMAMENTE

 TU MENTES

 EU MUDO

 MEU MUNDO

 É SOLIDÃO SOMENTE

Aquilo que eu nunca Vi

TE FALEI




TE FALEI QUE A VIDA ERA BOA
MAS QUE A GENTE SOFRIAQUANDO VIVIA
TE FALEI QUE A GENTE AMA
E QUANTO MAIS AMA MAIS SOFRE
TE FALEI TAMBÉM QUE AMAR ERA BOM
MAS QUE EXIGIA TODO O DESPRENDIMENTO DO MUNDO,
PARA SER EXERCIDO COM PLENITUDE.
TE FALEI QUE A NATUREZA ERA LINDA
E QUE ERA MUITO BOM VIVER
MAS TE FALEI TAMBÉM QUE O HOMEM
ESTÁ DESTRUINDO A NATUREZA
E QUE A GENTE POR ISSO
SOFRE ENCHENTES
MUITO CALOR
E MUITO FRIO EM ALGUNS LUGARES

TE FALEI QUE É LINDO
IMAGINAR SUBIR NO MAIS ALTO PICO
MAS TE FALEI TAMBÉM QUE LÁ EM CIMA FAZ MUITO FRIO
E QUE QUANTO MAIS ALTO O CUME
MENOS PESSOAS CONSEGUEM SUBIR
E SE CONSEGUEM
MENOS AINDA CONSEGUEM DELE DESCER.

TE FALEI QUE DEUS EXISTE
MAS TE FALEI TAMBÉM
QUE TUDO O QUE FAZEMOS SOFRE
A LEI DO RETORNO

TE FALEI QUE HÁ PARQUES
MAS QUE É PRECISO ESTARMOS SAUDÁVEIS
PARA DELES USUFRUIR
TE FALEI QUE É BOM VOAR
MAS QUE EXISTEM AVIÕES QUE CAEM
QUE É MARAVILHOSO ANDAR PELAS ESTRADAS
MAS QUE OCORREM ACIDENTES

TE FALEI QUE ENVELHECER É SÁBIO
MAS QUE FICAMOS, VIA-DE-REGRA DOENTES E FRACOS
QUANDO ESTAMOS VELHOS
E QUE ÀS VEZES NÃO NOS LEMBRAMOS
DO QUE FALAMOS

TE FALEI QUE É BOM COMER
MAS QUE ENGORDAMOS E ADOECEMOS
POR COMER DEMAIS.
QUE FAZER GINÁSTICA É BOM
MAS QUE NOS CANSAMOS COM ISSO.
TE FALEI QUE A MÚSICA ELEVA NOSSAS ALMAS
MAS QUE PARA QUE POSSAMOS DELA USUFRUIR
EM SUA PLENITUDE
PRECISAMOS DE DINHEIRO
ASSIM COMO AS ARTES EM GERAL

TE FALEI QUE É MUITO BOM LER
MAS QUE ISTO É PROIBIDO AQUELES
QUE NÃO SABEM OU SÃO CEGOS

TE FALEI QUE É MUITO BOM CAMINHAR
MAS QUE NÃO PODEMOS QUANDO SOMOS
MUITO VELHOS OU SOMOS DEFICIENTES.

TE FALEI QUE É MUITO BOM VIAJAR
MAS POUCAS PESSOAS
TÊM TEMPO OU DINHEIRO PARA FAZER ISSO.

TE FALEI TAMBÉM
QUE TUDO NA VIDA É ASSIM-
BRANCO OU PRETO
VERDE OU MADURO
DOCE OU AMARGO.
FEIO OU BONITO
GORDO OU MAGRO
ALTO OU BAIXO
CERTO OU ERRADO,
RÁPIDO OU LENTO
GRANDE OU PEQUENO
CURTO OU COMPRIDO,
REVELADOR OU ESQUISITO.

O IMPORTANTE É QUE TUDO ISSO É VIDA
E QUE APESAR DE TUDO
VALE À PENA VIVER.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Na boca contém uma palavra

A palavra está contida na boca
Na minha boca tem uma palavra
Uma palavra que teima em não sair
Na minha boca tem uma palavra escrita
Uma palavra escrita " Não Vou"
Não vou para onde querem me levar
Não vou para onde
Não quero ir.

Na minha boca o não vou
Não quer sair
E eu digo sempre
“ Está bem- Vou”
Quando na realidade eu
Não quero ir
Na minha boca tem uma
Palavra
Que é uma vontade
Que não quer sair.
“não vou vira “ vou”
E eu termino por ir.
Na minha boca está escrito “venho”
Só que o venho não vai
Mas termino por ir.
Minha boca contém uma palavra
Uma palavra contém na minha boca
Minha boca contém a palavra
Sou
Mas nem vou
Nem venho
Nem sou.

A minha boca II

O sorriso está contido na boca
Na minha boca tem um sorriso
Um sorriso escancarado
Em minha boca tem meu riso e eu
Meu eu inconsciente
Vagando na minha boca
Na minha boca meu sorriso paira
Neurastênico
Nervoso sorriso.
Meu sorriso devaneia
Em minha boca
Sonhador sorriso
Em minha boca
Em minha boca contém dois sorrisos
Um deles é transgênico
O outro vem da alma
Na minha boca contém um riso gargalhante
Como as folhas gargalham
Na tempestade
Minha boca quando abre
Contém um cartaz escrito
“ Aqui distribui-se sorrisos”
Esta sou eu
Gargalhante e eficaz sorriso.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A resistência irresistível

Tem dia que estgou resistente
Resistente ao tempo
Resistente à frustração
Resistente ao amo
Insistente
Que teima em se plantar de p onta cabeça em meu coração

Tem dia que estou resistente de músculos
fortes
Resistente de subir o muro da ousadia
De escalar a montanha da criação

De pretender ser outra pessoa
Mais legal
Menos leal
Mais criativa
Mais amiga

Tem dias que meu coração está quente
E minhas idéias frias

Tem dias que é ao contrário
As idéias saltam do coração
E o coração vai se alojar
provisoriamente em meu cérebro
Absolutamente coerente e com sentido

Mas tem dias que estou sem sentido
E mais sentida ainda estou
Sensível a tudo o que me dizem
Sensível a tudo o que me acontece
Sensível a todas as novas idéias que brotam
Desse meu ser que não sou eu
É alguém sensível e ousada
Que brota que nem erva daninha
Em mim

Quando isso acontece eu grito
Eu esperneio
Choro um pouco
Sinto vontade de morrer mas só um pouco
Para poder reviver diferente.

Aquilo que eu nunca Vi

Aquilo que eu nunca Vi

O beijo está contido na boca

Na minha boca tem um escrito
Um dito escrito " Contém"
Contém um beijo
Um beijo demorado
Cheio de amor
Mas também cheio de pudor
Da falta de beijos recentes

Minha boca tem um beijo carente
Um beijo doente
Um beijo indecente
Cheio de linguas revoluteando

Minha bota ´contém

Um beijo molhado
Um beijo de abandono e de espera

A minha boca contém

Um beijo despudorado
Um beijo de saudade
Um beijo de presença
Um beijo de ausência

Minha boca contém
Algo que nunca vi
Mas que apenas senti
Dentro de mim
Dentro de ti
Um beijo de espera

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Amanhã quemsabe

O vôo do elefante

As palavras brotam em mim. Elas surgem e se criam como um elefante que tivesse a capacidade de voar. São grandes e pesadas, mas conseguem flutuar;
Eu sei que elas surgem aos borbotões como se eu estivesse " recebendo santo" , como se diz. Elas jorram nos meus dedos e se alongam em minha cabeça, saindo pelos meus olhos. É estranho vê-las passarem assim pelo meu corpo e repousarem alhures como se eu não tivesse nada a ver com isso. É estranho aintimidade que elas têm com meu corpo e a falta de respeito que demonstram jorrando assim, inconsequentes, como se eu não fosse nada e elas vivessem e se criassem assim independentes, sozinhas e acompanhadas. É estranho vê-las se jogarem no meu prato, sem darem tempo de eu me municiar de garfo, toalha colher e serem servidas alí, para outros, sem se incomodarem comigo. Para mim as palavras são assim: quixotesqueanas, com jeito de Sancho Pança e sonhadoras como o poeta da última flor do Lácio. Não as vejo ponderadas mas sim cauterizadoras e cauterizadas, mordazes e mordidas.... estranhas e de uma certa forma, como se fossem minhas conhecidas a passearem em minhas entranhas com uma intimidade indesejada. As palavras que saem de mim não são minhas. Elas, na realidade, vem do espaço, qual estrelas tombadas, brilham em minha mente e reluzem no meu interno, transformando entranhas em coração. Minhas palavras voam e rastejam, sobram e escasseiam ao mesmo tempo, buscando reagrupar-se novamente e formando sombras e sobras, esqueletos e perfis medonhos e estranhamente belos. Quero agarrá-las, manipulá-las, mas elas não se deixam pegar. Rasteiras e sombrias, reluzentes e melodiosas, cortam meus espaços e habitam em minhas ancas, grandiloquentes. Realmente, me sinto impotente diante delas que avançam todos os meus sinais e se tornam independentes, apesar de minhas resistências . Me comovem e me deprimem, me impulsionam e se beijam ardorosamente dentro de mim, sensuais e voluptuosas. Às vezes habitam várias gavetas e caixas enfeitadas, decoradas, no meu coração e o derrubam e batem nele, e o socam, e o deixam inconsciente para depois dizerem que o amam, o amam e sempre o irão amar. São assim, minhas palavras e não sei porque as chamo de minhas se não me pertencem. Mas termino por conformar-me a esse destino ao qual a poesia me destina e sou vencida em depositá-las na tela do computador, falastronas e ferinas. Ah! São minhas essas palavras? Tânia

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Dia 1

Dia 1- Não o primeiro dia. Dia de criar, dia de constatar, dia de viver. Acho muito importante a conclusão. Serve para que eu possa voar para outro canto e o primeiro escrito certamente constitui uma conclusão para que eu possa partir para o segundo escrito .Por isso que optei por considerar, sem querer ser omissão, que tudo é relativo. Ou será que há coisas que não são relativas? Não pretendo com isso relativizar tudo mas concluir que não conheço o que não é relativo. Até a morte é relativa, sendo que o que se considera que o que é mais definitivo é a morte. Considero a morte um bicho mutante que mata a gente de medo. (sem qualquer tentativa de jogar com as palavras, apenas saiu) Essas minhas considerações tem por objetivo apenas dar continuidade ao que já concluiu por si mesmo, porque ao concluir algo eu parto para outra coisa, o que de uma certa forma constitui uma continuidade, não uma conclusão. Mas diriam vocês que ao iniciar algo novo estou iniciando e não continuando, no que discordo, porque vou me utilizar dos conceitos e conclusões do fato anteriormente abordado, o que já implica em continuidade, não acham? Bom... Podem ter achado tudo isto um papo furado, mas eu sou assim, continuo e interrompo a toda a hora, querendo apenas ser cada vez mais uma conclusão do meu próprio ser, sempre contínua.
Quando uma folha cai de uma árvore, este constitui um fato único, que relativiza aquele instante, porque no universo, aquela folha caiu daquela árvore específica, sem possibilidade de retorno.Mas para quê retorno se voltar é impossível? Reeditar aquilo que já foi já constitui uma impossibilidade indubitável. Talvez isto não seja relativo, mas se pensarmos que a tentativa de reconstrução nos remete ao que passou, neste caso, já relativizamos alguma coisa . Um beijo... Continuo sem relativizar (ou seria relativizando? É claro que seria... ) Tânia