A palavra está contida na boca
Na minha boca tem uma palavra
Uma palavra que teima em não sair
Na minha boca tem uma palavra escrita
Uma palavra escrita " Não Vou"
Não vou para onde querem me levar
Não vou para onde
Não quero ir.
Na minha boca o não vou
Não quer sair
E eu digo sempre
“ Está bem- Vou”
Quando na realidade eu
Não quero ir
Na minha boca tem uma
Palavra
Que é uma vontade
Que não quer sair.
“não vou vira “ vou”
E eu termino por ir.
Na minha boca está escrito “venho”
Só que o venho não vai
Mas termino por ir.
Minha boca contém uma palavra
Uma palavra contém na minha boca
Minha boca contém a palavra
Sou
Mas nem vou
Nem venho
Nem sou.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
A minha boca II
O sorriso está contido na boca
Na minha boca tem um sorriso
Um sorriso escancarado
Em minha boca tem meu riso e eu
Meu eu inconsciente
Vagando na minha boca
Na minha boca meu sorriso paira
Neurastênico
Nervoso sorriso.
Meu sorriso devaneia
Em minha boca
Sonhador sorriso
Em minha boca
Em minha boca contém dois sorrisos
Um deles é transgênico
O outro vem da alma
Na minha boca contém um riso gargalhante
Como as folhas gargalham
Na tempestade
Minha boca quando abre
Contém um cartaz escrito
“ Aqui distribui-se sorrisos”
Esta sou eu
Gargalhante e eficaz sorriso.
Na minha boca tem um sorriso
Um sorriso escancarado
Em minha boca tem meu riso e eu
Meu eu inconsciente
Vagando na minha boca
Na minha boca meu sorriso paira
Neurastênico
Nervoso sorriso.
Meu sorriso devaneia
Em minha boca
Sonhador sorriso
Em minha boca
Em minha boca contém dois sorrisos
Um deles é transgênico
O outro vem da alma
Na minha boca contém um riso gargalhante
Como as folhas gargalham
Na tempestade
Minha boca quando abre
Contém um cartaz escrito
“ Aqui distribui-se sorrisos”
Esta sou eu
Gargalhante e eficaz sorriso.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
A resistência irresistível
Tem dia que estgou resistente
Resistente ao tempo
Resistente à frustração
Resistente ao amo
Insistente
Que teima em se plantar de p onta cabeça em meu coração
Tem dia que estou resistente de músculos
fortes
Resistente de subir o muro da ousadia
De escalar a montanha da criação
De pretender ser outra pessoa
Mais legal
Menos leal
Mais criativa
Mais amiga
Tem dias que meu coração está quente
E minhas idéias frias
Tem dias que é ao contrário
As idéias saltam do coração
E o coração vai se alojar
provisoriamente em meu cérebro
Absolutamente coerente e com sentido
Mas tem dias que estou sem sentido
E mais sentida ainda estou
Sensível a tudo o que me dizem
Sensível a tudo o que me acontece
Sensível a todas as novas idéias que brotam
Desse meu ser que não sou eu
É alguém sensível e ousada
Que brota que nem erva daninha
Em mim
Quando isso acontece eu grito
Eu esperneio
Choro um pouco
Sinto vontade de morrer mas só um pouco
Para poder reviver diferente.
Resistente ao tempo
Resistente à frustração
Resistente ao amo
Insistente
Que teima em se plantar de p onta cabeça em meu coração
Tem dia que estou resistente de músculos
fortes
Resistente de subir o muro da ousadia
De escalar a montanha da criação
De pretender ser outra pessoa
Mais legal
Menos leal
Mais criativa
Mais amiga
Tem dias que meu coração está quente
E minhas idéias frias
Tem dias que é ao contrário
As idéias saltam do coração
E o coração vai se alojar
provisoriamente em meu cérebro
Absolutamente coerente e com sentido
Mas tem dias que estou sem sentido
E mais sentida ainda estou
Sensível a tudo o que me dizem
Sensível a tudo o que me acontece
Sensível a todas as novas idéias que brotam
Desse meu ser que não sou eu
É alguém sensível e ousada
Que brota que nem erva daninha
Em mim
Quando isso acontece eu grito
Eu esperneio
Choro um pouco
Sinto vontade de morrer mas só um pouco
Para poder reviver diferente.
O beijo está contido na boca
Na minha boca tem um escrito
Um dito escrito " Contém"
Contém um beijo
Um beijo demorado
Cheio de amor
Mas também cheio de pudor
Da falta de beijos recentes
Minha boca tem um beijo carente
Um beijo doente
Um beijo indecente
Cheio de linguas revoluteando
Minha bota ´contém
Um beijo molhado
Um beijo de abandono e de espera
A minha boca contém
Um beijo despudorado
Um beijo de saudade
Um beijo de presença
Um beijo de ausência
Minha boca contém
Algo que nunca vi
Mas que apenas senti
Dentro de mim
Dentro de ti
Um beijo de espera
Um dito escrito " Contém"
Contém um beijo
Um beijo demorado
Cheio de amor
Mas também cheio de pudor
Da falta de beijos recentes
Minha boca tem um beijo carente
Um beijo doente
Um beijo indecente
Cheio de linguas revoluteando
Minha bota ´contém
Um beijo molhado
Um beijo de abandono e de espera
A minha boca contém
Um beijo despudorado
Um beijo de saudade
Um beijo de presença
Um beijo de ausência
Minha boca contém
Algo que nunca vi
Mas que apenas senti
Dentro de mim
Dentro de ti
Um beijo de espera
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Amanhã quemsabe
O vôo do elefante
As palavras brotam em mim. Elas surgem e se criam como um elefante que tivesse a capacidade de voar. São grandes e pesadas, mas conseguem flutuar;
Eu sei que elas surgem aos borbotões como se eu estivesse " recebendo santo" , como se diz. Elas jorram nos meus dedos e se alongam em minha cabeça, saindo pelos meus olhos. É estranho vê-las passarem assim pelo meu corpo e repousarem alhures como se eu não tivesse nada a ver com isso. É estranho aintimidade que elas têm com meu corpo e a falta de respeito que demonstram jorrando assim, inconsequentes, como se eu não fosse nada e elas vivessem e se criassem assim independentes, sozinhas e acompanhadas. É estranho vê-las se jogarem no meu prato, sem darem tempo de eu me municiar de garfo, toalha colher e serem servidas alí, para outros, sem se incomodarem comigo. Para mim as palavras são assim: quixotesqueanas, com jeito de Sancho Pança e sonhadoras como o poeta da última flor do Lácio. Não as vejo ponderadas mas sim cauterizadoras e cauterizadas, mordazes e mordidas.... estranhas e de uma certa forma, como se fossem minhas conhecidas a passearem em minhas entranhas com uma intimidade indesejada. As palavras que saem de mim não são minhas. Elas, na realidade, vem do espaço, qual estrelas tombadas, brilham em minha mente e reluzem no meu interno, transformando entranhas em coração. Minhas palavras voam e rastejam, sobram e escasseiam ao mesmo tempo, buscando reagrupar-se novamente e formando sombras e sobras, esqueletos e perfis medonhos e estranhamente belos. Quero agarrá-las, manipulá-las, mas elas não se deixam pegar. Rasteiras e sombrias, reluzentes e melodiosas, cortam meus espaços e habitam em minhas ancas, grandiloquentes. Realmente, me sinto impotente diante delas que avançam todos os meus sinais e se tornam independentes, apesar de minhas resistências . Me comovem e me deprimem, me impulsionam e se beijam ardorosamente dentro de mim, sensuais e voluptuosas. Às vezes habitam várias gavetas e caixas enfeitadas, decoradas, no meu coração e o derrubam e batem nele, e o socam, e o deixam inconsciente para depois dizerem que o amam, o amam e sempre o irão amar. São assim, minhas palavras e não sei porque as chamo de minhas se não me pertencem. Mas termino por conformar-me a esse destino ao qual a poesia me destina e sou vencida em depositá-las na tela do computador, falastronas e ferinas. Ah! São minhas essas palavras? Tânia
As palavras brotam em mim. Elas surgem e se criam como um elefante que tivesse a capacidade de voar. São grandes e pesadas, mas conseguem flutuar;
Eu sei que elas surgem aos borbotões como se eu estivesse " recebendo santo" , como se diz. Elas jorram nos meus dedos e se alongam em minha cabeça, saindo pelos meus olhos. É estranho vê-las passarem assim pelo meu corpo e repousarem alhures como se eu não tivesse nada a ver com isso. É estranho aintimidade que elas têm com meu corpo e a falta de respeito que demonstram jorrando assim, inconsequentes, como se eu não fosse nada e elas vivessem e se criassem assim independentes, sozinhas e acompanhadas. É estranho vê-las se jogarem no meu prato, sem darem tempo de eu me municiar de garfo, toalha colher e serem servidas alí, para outros, sem se incomodarem comigo. Para mim as palavras são assim: quixotesqueanas, com jeito de Sancho Pança e sonhadoras como o poeta da última flor do Lácio. Não as vejo ponderadas mas sim cauterizadoras e cauterizadas, mordazes e mordidas.... estranhas e de uma certa forma, como se fossem minhas conhecidas a passearem em minhas entranhas com uma intimidade indesejada. As palavras que saem de mim não são minhas. Elas, na realidade, vem do espaço, qual estrelas tombadas, brilham em minha mente e reluzem no meu interno, transformando entranhas em coração. Minhas palavras voam e rastejam, sobram e escasseiam ao mesmo tempo, buscando reagrupar-se novamente e formando sombras e sobras, esqueletos e perfis medonhos e estranhamente belos. Quero agarrá-las, manipulá-las, mas elas não se deixam pegar. Rasteiras e sombrias, reluzentes e melodiosas, cortam meus espaços e habitam em minhas ancas, grandiloquentes. Realmente, me sinto impotente diante delas que avançam todos os meus sinais e se tornam independentes, apesar de minhas resistências . Me comovem e me deprimem, me impulsionam e se beijam ardorosamente dentro de mim, sensuais e voluptuosas. Às vezes habitam várias gavetas e caixas enfeitadas, decoradas, no meu coração e o derrubam e batem nele, e o socam, e o deixam inconsciente para depois dizerem que o amam, o amam e sempre o irão amar. São assim, minhas palavras e não sei porque as chamo de minhas se não me pertencem. Mas termino por conformar-me a esse destino ao qual a poesia me destina e sou vencida em depositá-las na tela do computador, falastronas e ferinas. Ah! São minhas essas palavras? Tânia
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